terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

.filosofia do dia.

Ainda não consegui entender os últimos acontecimentos da minha vida. Nem os efeitos que causarão. Talvez eu devesse estar triste agora, me despedaçando...mas não estou. Estranhamente, não! Acho que é porque chega uma hora na vida, sobretudo nesta idade, em que já se sabe que o mundo é feito disso mesmo: erros, acertos, tropeços, tentativas, glórias passageiras, pequenas desgraças, grandes aventuras....

Há um somatório de coisas desagradáveis pairando no ar nesse momento, mas nada que nenhum outro exemplar da raça humana não tenha vivido. E sobrevivido.

E, sentindo e vivenciando tudo isso, hoje extraí uma filosofia interessante do seriado Grey's Anatomy, do canal pago Sony. A personagem central, Meredith, médica cirurgiã, sempre narra acontecimentos da vida no final de cada episódio, relacionando-os com a medicina. O relato de hoje, especialmente, parece ter sido feito sob medida:

"Para que o cirurgião possa oferecer a cura ao seu paciente, antes de mais nada ele precisa fazer uma incisão nele. Um corte profundo e dilacerante. Por alguns momentos o paciente vai sangrar muito, e sentir muita dor. Mas depois de algum tempo seu corpo se encarregará de cicatrizar aquela incisão, e ele vai poder seguir em frente, com uma nova vida, e talvez possa até agradecer ao seu médico por tê-lo causado aquela dor."

Assim é a vida.

sábado, 30 de janeiro de 2010

.mulheres.

Ao contrário do que dizem por aí, nós, as mulheres, somos seres muito fáceis de lidar. Não existe isso de que somos muito complicadas ou impossíveis de entender. Vou-lhes dar algumas diretrizes. Aconselho a todos os homens que leiam e salvem isso, imprimam, levem consigo em suas carteiras, será um conselheiro de extrema utilidade nos momentos difíceis! Sem falar que, vejam só, vocês terão um manual portátil escrito por uma mulher, e não por um homem formado em Psicologia ou Medicina que acha que sabe sobre nós! Aí vão as dicas mais valiosas:

01. Mulheres não têm mania de sabichonas. Não precisamos ter sempre a "última palavra". Sabemos e podemos ser humildes. Sabemos e podemos reconhecer erros. Mas não gostamos de nos relacionar com homens com complexo de Xerife do Velho Oeste. O mesmo que podemos fazer durante uma discussão, exigimos de vocês, ou seja, não queiram ter sempre a decisão final. Saibam ouvir, saibam argumentar. O que for melhor para ambos deve ser decidido de comum acordo.

02. Mulheres se irritam com explicações monossilábicas ou vagas. Quando fazemos uma pergunta, geralmente queremos ouvir mais do que "sim" ou "não". Queremos saber "sim, por quê?" ou "não, por quê?". E isso não é porque sejamos detalhistas em demasia ou chatas, é uma questão lógica: o sol nasce a leste e se põe a oeste porque a Terra gira. Da mesma maneira, tudo o que pensamos ou queremos também tem uma razão. Só queremos saber qual é. Da mesma forma, se vocês nos perguntam alguma coisa, quase sempre vão ouvir toda a explicação daquela resposta. Isso se chama respeito pelo interlocutor!

03. Mulheres odeiam quando vocês desmarcam compromissos sozinhos. Compromissos são sempre marcados entre duas ou mais pessoas, portanto, se vocês tiverem algum imprevisto ou, simplesmente, tiverem perdido a vontade de fazer tal coisa, nos avisem. Mandem um torpedo, telefonem, façam sinais de fumaça, mas jamais nos deixem esperando no vácuo. Temos o péssimo hábito de desmarcar outros compromissos pra ficar perto de vocês então o mínimo que queremos é ser respeitadas por isso. Não quer mais ir ao cinema? Avise! Não vai mais dar aquela passadinha rápida depois do trabalho? Avise! Certamente vocês também não gostam quando alguma de nós simplesmente os deixa parados como um Dois de Paus, não é mesmo?

04. Não sumam! Nós não gostamos e costumamos ser bastante intolerantes com homens que nos tratam como prestadoras de serviço. Se o namoro (caso, casamento, o que for) vai mal e você sentiu vontade de abandonar o barco, seja homem, nos diga! Se você se sente sufocado com algum comportamento nosso e precisa de um tempo pra espairecer, nos diga. Homens que simplesmente somem sem deixar pistas são fácil e rapidamente substituídos por outros mais atenciosos. Pensem nisso!

05. Mulheres podem conviver com outras mulheres que não sua mãe e irmãs. Isso significa que, na mesma medida em que temos amigos homens, vocês também podem ter amigas mulheres. Mas tem que haver limite...de ambos os lados. Se você tem uma amiga a quem preza muito, não a esconda da sua namorada. Faça dela também uma amiga da pessoa que você escolheu pra dividir a vida (ou uma parte dela). Se nós temos um melhor amigo, o que mais queremos é que ele se dê bem com o nosso parceiro. Isso cria uma relação de confiança entre o casal. Afinal de contas, se é "só" amigo (como se amizade fosse algum prêmio de consolação, mas enfim...), por que não pode dividir a vida com o casal? Isso não quer dizer que a partir do momento em que você está namorando aquele seu velho amigo vai ter que servir de vela permanente. Não mesmo! Os parceiros podem e DEVEM ter vida social à parte da vida de casal. É saudável sair com os amigos pra uma cerveja, sem a namorada. Pra nós o mesmo. Não pode haver coisa mais chata e deprimente do que aqueles casaizinhos que só saem juntos. Mas quando esses amigos começam a ocupar a maior parte do tempo, algo vai mal....não vai?

06. Mulheres não têm a menor intenção de competir com jogos de futebol, mesa de Poker, cerveja no sábado (ou sexta, ou domingo, ou segunda, who cares?). Sabemos que vocês gostam de se reunir em bando pra desenvolver seus instintos paleolíticos. Igualmente, nós gostamos de nos reunir com nossas iguais pra jogar conversa "fora". Tudo bem. Mas por favor, não façam disso pretexto para nos enganar, ok? Se é futebol, que seja! Se é cervejada, que seja! Mas se for chifre, por favor, nos deixem!

07. Não queremos fazer da sua mãe a nossa. Já temos mãe. Portanto, se a sua mãe for legal, atenciosa, sincera, faremos dela uma grande amiga, sim! Mas se sua mãe tiver complexo de Édipo, por favor, não nos exijam compreensão. Faremos o social e fim. Entendidos?

08. Não tragam os vícios e costumes dos relacionamentos anteriores para nós. E, mais importante, não nos relatem eles. Coisas como "aprendi a deixar a tampa do vaso abaixada com a Fulana" ou "não sei mais dormir com a TV ligada porque a Beltrana não gostava"...guardem esse tipo de informação consigo. Não gostamos e nem precisamos delas. Igualmente, mulheres, não digam para seus parceiros "o Fulano sempre me fazia isso, você não faz"...se o atual não lhe dá o que você quer, vá embora! Não o culpe por não ser igual ao seu namorado anterior. Pessoas são diferentes e temos que aprender a conviver com isso, querendo ou não.

09. Mulheres simplesmente odeiam ser comparadas, mesmo que indiretamente, com as ex do parceiro. Se ela era tão boa, por que não estão mais juntos? Se ela era uma porcaria, por que ficaram com elas? Aprendam que ex-namoradas pertencem ao passado, elas já foram, do verbo "não são mais". Ainda sentem saudade da ex? Não comecem outro relacionamento até resolverem isso! Farão a si próprios e a outra pessoa que nada tem a ver com a história infelizes. Igualmente, exijam isso de suas companheiras. Ex-maridos, ex-namorados, já foram. Não permitam jamais que alguma mulher tente compará-los com homens do passado.

10. Você tem filhos de outro relacionamento? Ok. Para algumas mulheres isso não significa um grande problema, desde que vocês mantenham a relação com a mãe destes filhos no nível do respeito, do social, do bem comum. Ou seja, sempre haverá aquela outra figura feminina neste novo relacionamento, mas não a transformem em bruxa, em carrasca. Homens que têm filhos de outro relacionamento têm que aprender a tratar a mãe desses filhos como isso mesmo, "a mãe dos meus filhos". Fim. Não há problema nenhum em sermos amigas delas, se isso ocorrer. Mas não tragam para dentro do novo namoro os problemas que têm ou tiveram com aquela mulher. Nós, mulheres, temos o incrível poder da "visão além do alcance". Às vezes isso é ótimo, outras vezes é um inferno. Se você enfrenta dificuldades para dialogar com a mãe dos seus filhos porque está namorando outra pessoa, ok, até pode nos contar. Se acha que ela não está facilitando a questão da guarda dos filhos ou da visitação, pode nos contar. Mas não falem mal dessa mulher para nós. Mulheres não respeitam homens que falam mal de suas ex-parceiras, sobretudo se tiveram filhos com elas.

11. Mulheres podem e gostam de aprender novas coisas. Queremos ter parceiros que também gostem e queiram aprender novas coisas. Qualquer coisa. No sexo, por exemplo...sua parceira faz alguma coisa de que você não gosta? Diga isso a ela! Claramente! Se um casal não tem liberdade para falar as coisas que lhe desagrada então não estamos diante de um casal, mas de duas pessoas que apenas fazem sexo juntas. O mesmo para nós, quando alguma coisa não nos agradar, vamos lhes dizer. Não esperem compaixão pelo tamanho do seu pênis ou pela performance na cama. Se for ruim, vamos falar! Isso não quer dizer que seremos agressivas ou descuidadas...há várias maneiras de se dizer uma coisa. Mas queremos isso de vocês também. Mulheres simplesmente odeiam homens que traem suas namoradas/esposas com base naquele velho argumento de "ela não me satisfaz". Se ela não lhe satisfaz, separe-se! Procure outra que seja sua amiga, companheira e puta particular! Homens que agem assim, colocando a culpa pelas suas próprias fraquezas em cima das parceiras, só conseguem ganhar nosso total desprezo.

12. Mulheres conseguem pressentir situações (é aquela coisa da "visão além do alcance"). Sabemos quando vocês estão nos mentindo ou disfarçando alguma coisa. Mas isso não lhes dá aval pra ir embora ou terminar uma discussão sem nos dar explicações. Quando vemos que alguma coisa está mal e lhes perguntamos isso, queremos saber o que está mal, e não apenas que vocês estão cansados ou com problemas no trabalho. Mulheres têm, sim, grandes habilidades para diálogo e compreensão. Às vezes o que vocês pensam que vai nos arrasar vai nos deixar mais tranqüilas do que antes. Por isso eu digo, conversem, sempre, olho no olho, sejam honestos e receberão o mesmo de nós.

13. Para finalizar...mulheres podem ser ciumentas, muito ciumentas ou neuróticas. Cabe a vocês distingui-las e lembrar, sempre, que a decisão final de ficar ou não com alguém que está lhe trazendo dor de cabeça é somente sua. Mas uma coisa muito importante vocês têm que ter em mente: as pessoas só fazem conosco aquilo que deixamos, ou seja, se você tem uma amiga ou conhecida que está a fim de você e fica lhe mandando 400 recados no Orkut, e-mails, mensagens no celular e você não faz nada, não coloque a culpa em cima dessa pessoa. Se ela não tem limites, você os tem, coloque-os, faça uso deles. Se você está sendo assediado e finge que nada está acontecendo, está colaborando para que sua parceira acredite que realmente há algo de anormal nisso. É muito simples: algumas mulheres não têm noção de respeito, família, amor...existe um tipo de mulher que não se importa em assediar homens comprometidos. São umas infelizes, coitadas, fazer o que?! Se vocês forem vítimas de uma pessoa assim e não quiserem perder seu relacionamento, digam para esta outra pessoa que vocês já têm parceira e que são felizes com ela. Se não resolver, procurem a Justiça, a Polícia, denunciem perturbação do sossego, assédio, o que for. Mas não finjam que não estão vendo ou que aquilo não é com vocês. Como eu disse, se o outro não tem limites, cabe a você impô-los! Resolvam a situação no plano amigável, de preferência, mas resolvam. Mulheres não respeitam homens que se valem de outras mulheres para se fazer notados.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

.amém.

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.



[Vinícius de Moraes - Soneto da Fidelidade]


Porque talvez a beleza não esteja em conquistar um novo amor, mas em reconquistar diariamente a quem se ama.

domingo, 24 de janeiro de 2010

.fim.

Cansei. De amores cinematográficos. De amores desgraçados. De pesos, contrapesos, medidas e desmedidas. Cansei de tolerar os intolerantes. De ser paciente com os impacientes. De ter esperança pelos que desistiram.

É complexo tentar explicar, mas minha vida tem sido uma constante repetição de acontecimentos novelísticos e surpreendentes e arrebatadores. Cansei. Não quero mais. De hoje em diante quero a simplicidade, a calmaria, as equações mais simples, o "dois mais dois".

Essas pessoas que surgem na nossa vida em momentos que precisamos...e que nos dizem milhões de coisas...e que fazem outros milhões...e que depois nos dão explicações esdrúxulas para ir embora, quando dão...não, não quero mais!

E depois dos últimos acontecimentos...quanta energia desperdiçamos acreditando que nossa vida é um filme. Que ingenuidade. A vida é tão simples...tão simples...quem deveria estar aqui, está. Está onde sempre esteve. Está no lugar que lhe é de direito. Da mesma forma com que nós estamos na vida dos outros no lugar a que pertencemos. Eu pelo menos sei onde estou. Estou aí, onde sempre estive, no lugar que é meu por direito.

E tem também essa coisa da dor, sabem? A dor é insuportável cada vez que vemos nossos castelos ruírem. Principalmente porque já sabíamos de antemão que as chances de que eles desmoronassem eram enormes. Mas a gente tenta, mesmo assim. Acredita que pode ser diferente, que aquela explosão de sentimentos e demonstrações de afeto não podem ser gratuitas ou obra do acaso, que tem que haver a mão do destino...que besteira! As pessoas só fazem conosco aquilo que permitimos...e só entram em nossas vidas, igualmente, porque as escolhemos, mesmo que inconscientemente.

De tudo ficam algumas lembranças, alguns arranhões, algumas feridas e cicatrizes...e aí volta o tempo e percebemos que amor verdadeiro nunca morre. Haja o que houver, passe o tempo que passar. Ele até se transforma. Vira amizade, irmandade, carinho incondicional...mas está lá, quietinho, paradinho, só aguardando que alguém risque o fósforo.

E quando tudo parece perdido...e quando toda a dor parece que não terá mais fim...o amor reaparece. Mais maduro, mais tranqüilo, mais confiante, mais forte. Ele nos estende a mão quando ninguém mais o faz. E mergulha no fundo do rio para nos trazer de volta à superfície.

E essa é a magia da vida. As idas e vindas, as partidas e chegadas. Os começos...e os recomeços. A ausência apaga as pequenas paixões....mas fortalece as grandes. E é assim que deve ser, afinal de contas, só não muda o que está morto!

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

.pluma.


En un dado

de papel de armar
me dibujarás hoy
Allá afuera la montaña
se cubrió de barniz.

Ya no llueve más
hay olor a flor
y a tierra mojada
me decido a ser pluma
en tus manos.

Esperame
nadie sabe
que soy un poco lento
Dame aire
que me eleve
y llegue hasta las nubes.
Tres veces más así
tres veces más así
flotando sobre el jardín.

Dame aire
que me lleve más
que no pueda volver
por minuto
de arena
yo subiré.

Esperame
nadie sabe
que soy un poco lento
Dame aire
que me eleve
y llegue hasta las nubes
Tres veces más así
tres veces más así
Flotando sobre el jardín
flotando sobre el jardín.

[Pluma - Lisandro Aristimuño]

Para ver esa canción en You Tube haz clic en http://www.youtube.com/watch?v=f8UNIrBo03g&feature=related


Es que a veces vivir es como huír de las drogas...como si tuviéramos una dependencia química para con algunas cosas o personas y cuando ellas nos son sacadas abruptamente quedámonos como niños lejos de la madre...frágiles, llorosos, temerosos.
No sé todavía por qué nos toman el aire justo cuando empezamos a respirar...de todo lo cruel lo demasiado es que hay gente que simplemente nos quita sin dar adiós, sin decirnos por qué lo hace, sin darnos un último beso, un último abrazo. Y todo lo que nos dejan son las terribles e interminables dudas de "cómo, cuándo y por qué".
Guimarães Rosa ha dicho una vez que vivir es "rasgar-se e remendar-se", en buen portugués. Te pido entonces que me ayude vez que no creo que consiga remendarme otra vez. El dolor es algo de inexplicable...hasta el latido de mi pecho se hizo loco. Y todo eso por que no escuché tus ojos cuando te pedí que me los diera.
Ahora solo me resta flotar por sobre el jardín......

sábado, 16 de janeiro de 2010

.só por hoje.

















.mas é só porque eu me canso da superficialidade, do excesso de palavras e atitudes e da falta de sentimentos reais...essa coisa de hoje em dia, toda na superfície; esse monte de "não-me-toques", de "vai com calma", de "agora não posso"...é tudo tão simples, duas pessoas se olham, se desejam, se encaixam e fim. E esse fim tem sido isso mesmo, "fim". Mas onde foi parar o respeito pela nossa existência? Não temos o direito de sair por aí invadindo os corações dos outros inconseqüentemente, como se não houvesse amanhã.
.problemas? Sim, todos temos. Mas seria bom se de vez em quando os outros lembrassem de tudo o que deletamos pelo prazer da companhia. Há um contrato implícito em toda forma de relacionamento atualmente e nele diz "ficarei com você enquanto você me for útil e eu não precisar sair do meu casulo nem correr nenhum risco com isso, depois, vou embora". Infelizmente não se aplica somente aos relacionamentos amorosos, mas familiares, empregatícios, afetivos de um modo geral. Há famílias que só se unem em volta dos caixões.
.eu quero a impetuosidade, o destempero, os medos, os desejos, os sucessos e os fracassos - todos eles, embalados num belo pacote de papel celofane transparente. Sim, e que seja transparente. E que seja em celofane, para que faça barulho ao abrir, para que não reste nada sob o embrulho.
.estou farta de controles, cansada de medir palavras, exausta de recomeços. Que venha, e que venha com tudo. Sem cautelas, sem presságios. Quero teus sorrisos e tuas lágrimas, as de ontem e as de amanhã. Não quero tua tranqüilidade, mas teu afobamento. Quero tocar meus dedos no fundo do rio pra te trazer de volta à superfície. Quero que mergulhes no mais profundo dos oceanos para me resgatar. Sem essa de "não sei nadar". O tempo é hoje, é agora, é aqui.
.será que um dia poderei respirar sem medo de roubar-te o ar?

domingo, 10 de janeiro de 2010

.a ausência não dá paz.